Malhação ID, estrelada por Fiuk trouxe a abordagem mais teen da história da série e assim se afastou totalmente do mundo real e da temática da diferença social. Embora existissem ricos e pobres a trama era maquiada, convencendo os adolescentes de que eles deveriam, de fato, viver em seus "mundinhos" fúteis, sem se preocupar com o resto do mundo. O novo autor da série Emanuel Jacobina aborda uma linha totalmente diferente. Para ele o importante é retratar com verdade a realidade dos jovens do Brasil. "É muito importante para o programa retomar a credibilidade, no sentido de conseguir atingir novamente as expectativas do público. Retratar com realismo o que o jovem brasileiro vive. O investimento que a Rede Globo está fazendo esse ano, nessa temporada, me deixa muito tranquilo”, diz o autor em entrevista para o site do seriado.
Quando Jacobina diz credibilidade ele está falando de audiência e repercussão. As novas temporadas de malhação não acompanharam as mudanças sociais e políticas que ocorreram no Brasil e por isso perderam público e pontos no ibópe. Muita coisa mudou nesta nação e "nunca na história deste país" tantas pessoas saíram da pobreza e entraram na classe média. Tudo era abordado na trama, mas não o novo jovem que, desce do morro, não mais para a violênca, mas para ganhar a vida no asfalto. Para ser mais claro quero dizer que Malhação está ganhando a roupagem de filmes e séries consagradas no Brasil como, a série de sucesso "Cidade dos Homens", dos batalhadores Acerola e Laranjinha, e do filme "Era uma vez", com Thiago Martins, integrante do grupo "Nós do morro", onde na trama era abordado um amor proibido pelo contraste social do Rio de Janeiro. Na nova realidade dos jovens brasileiros está a convivência cada vez mais comum entre ricos e pobres, e nesta nova fase de malhação serão abordados os embates desta convivência.
A música sempre foi importante na novelinha, e é um dos fatores que revela mudança na abordagem do folhetim. Assim como o Funk carioca saiu dos morros para as boates de luxo no Rio, as músicas populares estão invadindo Malhação e dando à série ainda mais aproximação com a juventude brasileira, que está mais eclética do que nunca. O sertanejo universitário "Meteoro da paixão", de Luan Santana, a repaginada "Lourinha bombril", do Bangalafumenga, são algumas das canções populates da nova trama, que, ainda, conta com o sambista Zeca Pagodinho em sua trilha. A trilha não agradou muito aos teens mais acostumados com grupos como, NX Zero, Fresno e outros coloridos do novo rock nacional.
Outra prova de que a trama mudou de foco foi a entrada do rapper e ativista social MV Bill no elenco. “Ele encarna um dos professores do colégio, e acho que seu papel tem uma certa responsabilidade, porque ele é um ícone marcante para a juventude atual”, comentou Jacobina no site de Malhção. O autor ainda promete, além de drama o lado cômico para retratar a nova temporada. “Essa nova temporada vai trazer mais intensidade nas relações. Histórias mais dramáticas e ao mesmo tempo mais engraçadas. Vamos mostrar esse tratamento mais realista de uma grande metrópole brasileira, com um elenco talentosíssimo e bonito”, disse Jacobina.
Malhação em 15 anos:

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